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Horda

Mais um post da série “Chovendo no molhado com um texto muito longo”. Mas queria botar pra fora minha opinião.

Quebra-quebra, histeria, bagunça e discriminação em geral são rotina

Pessoas são inteligentes, então por que algumas coisas não dão certo, em especial quando temos grupos de pessoas?

No primeiro filme MIB há uma cena com um diálogo parecido com isso:

“J. Mas por que não avisar as pessoas sobre os aliens? Elas são inteligentes.”

“K. Uma pessoa é inteligente, uma multidão é um bando assustado e perigoso.”

Todo mundo já deve ter ouvido “Dê poder a um homem, e você descobrirá seu verdadeiro caráter”. Então o que acontece caso tenhamos um grupo com o poder dos números? E se esse pessoal forma um grupo assustado como dito no filme? Um grupo assustado é um grupo alienado também.

Quando há um grupo, por causa dessa mentalidade, há um comportamento similar dos membros seguindo o instinto da maioria. Com liderança adequada é possível coordenar os atos para fins bons ou ruins. Os noticiários estão provando que os grupos cada vez mais estão se voltando a algo errado.

Nós brasileiros somos um povo sentimental, de comportamento explosivo, super preguiçoso quando o assunto é pensar, somos oportunistas, também há essa passividade e além disso, ainda tivemos muitos anos de negligência do governo para com a educação. O resultado prático são os Black blocs, invasão no instituto Royal, pessoas aplaudindo idiotas e outras coisas que vemos nas diariamente.

Seja um ato puramente impensado ou uma manipulação feita por algum outro grande poder, o resultado é um atestado de que coletivamente estamos burros, seguindo a manada e não pensando nada no futuro de nossas ações.

Vemos isso todos os dias no Facebook, com o infinito compartilhamentos de fotos que causam indignação e queimam o filme de pessoas com fatos escandalosos, muitas vezes mentiras, ou sem uma fonte confiável, que não ajuda em nada a manter o povo raciocinando.

No caso dos Black blocs, ou temos um bando de baderneiros que só querem quebrar e fazer bagunça, ou temos alguma grande empresa (mídia, talvez até governo) fazendo bagunça para queimar o filme do movimento de protestos moveu o país no meio deste ano. Pois assim o povo não se manifesta por não querer se misturar com baderneiros, correndo o risco de ser preso.

Recentemente tivemos o caso do instituto Royal. Meus amigos ativistas dos direitos dos animais que me perdoem, mas se querem fazer algo, usem a cabeça antes de agir. Não sou contra denúncias e protestos, mas quebra-quebra e roubo de cobaias usando a alegação de que estavam torturando bichos é de uma burrice infinita. Existem meios legais de fazer denúncias e agir, sendo que o jeito mais adequado para se agir é investigar para descobrir o que está acontecendo antes de qualquer coisa.

Vi alguns vídeos (não todos) da invasão e não vi as barbaridades que alegavam ser cometidas com os animais em lugar algum; vi apenas a barbaridade dos protestantes quebrando tudo por causa de cachorros. Não vi ninguém levando os ratos pra casa também, e pior ainda, ouvi dizer que se não nesse caso, em outra invasão eles lembraram dos ratos, porém os soltaram no mato. O dano ao meio ambiente e aos bichos nesse tipo de caso não pode ser reparado. No melhor dos casos as cobaias morrem por não ter anticorpos para lutar contra o meio ambiente. No pior dos casos você está lançando criaturas doentes ou geneticamente alteradas no meio ambiente, alterando o ecossistema de uma forma totalmente descontrolada e irreversível.

E no fim, tudo isso foi apenas uma manobra política da pessoa para ficar conhecida e ter uma base que a apoiará cegamente quando ela quiser se eleger. Gente assim é um câncer social, pois estão usando pessoas facilmente alienáveis para fingir lutar por alguma causa que desconhece completamente.

O ato de refletir e raciocinar não é difícil, porém requer prática. A capacidade de reflexão parece ser cada vez mais reduzida quando se está em um grupo conforme o tamanho do mesmo aumenta. Quanto mais pessoas exercerem sua capacidade de reflexão, mais ações eficientes para resolver os problemas serão tomadas.

E o comportamento acontece também no mundo digital, como dito anteriormente, aprendam a analisar o que veem no facebook. Reflitam se parece verdade, se é lógico, se tem fontes confiáveis. Pois se não há fontes, vídeos ou qualquer detalhe importante, pode ser apenas uma manipulação em massa. Se você deixa de fazer esses passos, você não está sozinho, mas pode mudar essa rotina.

Então se destaque, se esforce, pense, discuta e convença outros a fazer o mesmo. Se somos uma massa, que sejamos uma massa inteligente, não uma simples massa de manobra na mão de quem tem poder. Há injustiças, notícias ruins e polêmicas todos os dias, mas devemos aprender a lidar com o que vemos de modo racional e prático sempre.

Outro evento recente envolveu mais um dos nossos queridos gênios do humor inteligente de hoje em dia. Parece Danilo Gentili está sendo processado por usar a imagem de uma pessoa indevidamente e por ter feito uma piadinha “inocente” que abalou a vida da “vítima”. O problema da piada (além de ser ruim) é que além da piada, ele mostrou a foto da pessoa, expondo a vida dela.

Minha opinião é que se você faz uma piada que denigre qualquer pessoa, gênero, ascendência ou classe social, você está não apenas inferiorizando, como propagando a idéia de que o alvo da piada é inferior. Quanto mais uma ideia for repetida, mais ela se torna comum, sendo assimilada ainda que de forma involuntária e replicada.

Uma boa forma de se certificar que uma piada é ou não saudável é se perguntar se ela não causaria algum tipo de desconforto caso você a conte para um total estranho.

Hoje muita gente defende o tipo de piada que foi feita porque ele é humorista, faz humor ácido, humor politicamente incorreto, inteligente, portanto pode falar muita merda sem se preocupar. Mas na prática isso é errado porque vivemos em sociedade. E toda sociedade pode e deve mudar, os valores mudam sempre, as opiniões também. Piadas super engraçadas de um passado podem ser piadas de péssimo gosto para o alvo hoje em dia.

Outra coisa que eu costumo ver, é a justificativa desse tipo de comportamento usando a expressão “antes todo mundo fazia isso e não tinha problema” é o mesmo que seguir o fluxo numa horda. Você não precisa de um motivo de verdade, apenas a justificativa de que outras pessoas faziam isso antes de você para fazer o que quer.

Apenas lembrando que é mais ou menos assim que a horda age, um faz, o outro repete porque acha que pode, já que o primeiro fez, e mais outro segue, uma lógica circular que justifica a estupidez usando a própria estupidez, espalhando a bagunça para todos os lados.

O texto está super longo, então deixarei os dois adendos como opcionais. Portanto, já que são complementos. Mas agradecemos a preferência caso ainda queiram ler.

Um pequeno extra sobre humor.

Um argumento para isso pode ser consultado na Wikipédia, no artigo que fala sobre Humor há a citação sobre “teorias do humor”. Entre essas teorias há uma que diz que uma das formas de se fazer humor é necessário que haja um instinto de superioridade sobre um indivíduo ou uma situação. Acho que o humor que faz mais sucesso no Brasil é esse.

No passado todo mundo falava e fazia várias piadas sobre negros, mulheres e quaisquer minorias. Negros sempre foram considerados inferiores, e quando tiveram sua liberdade, aqueles que não os consideravam semelhantes passaram a praticar o racismo, e não apenas o racismo direto, como as piadinhas de que negro é burro, negro é isso, negro é aquilo. Mulher não tem que trabalhar, e muito menos votar, são cidadãs de classe inferior. Tem é que ficar em casa, criar crianças, cozinhar, faxinar e estar linda e perfumada para seu marido de noite.

Acham isso absurdo hoje em dia, mas não esqueçam que muitos anos atrás, achavam essas “piadas” engraçadas. É por isso que devemos nos policiar hoje em dia. As sociedades mudam, as pessoas mudam. O padrão de humor está mudando, as pessoas estão mais sensíveis, mas isso não quer dizer que é o fim do humor, e sim que é necessário criar novas formas de humor.

Acredito que as pessoas sejam naturalmente “más” no ponto que elas não querem saber de muita coisa, estão mais preocupadas com elas mesmas e sua satisfação pessoal apenas. Se sentir superior em relação a outros, ser o melhor em uma atividade é coisa que quase todos nós queremos.

Sobre ciência e o uso de animais.

Eu sou a favor de testes em seres vivos desde que sigam padrões e que o façam do jeito correto. O bicho não precisa sofrer dor por causa dos exames. Tortura, vivissecção, desmembramentos e outras coisas não acontecem a não ser na cabeça de quem é manipulado a acreditar que acontecem. Não é assim que a ciência trabalha.

Pois uma coisa que acontece muito é o pessoal confundir exames em animais com atos de sadismo puro. O principal motivo para se executarem exames em bichos pequenos é que o ciclo de vida deles é muito curto, por isso eles podem nos mostrar o que pode acontecer como consequência do uso prolongado de medicamentos e produtos químicos em geral. Eles não vão ficar amputando membros ou fazer vivissecção do bicho só porque deu na telha.

O mesmo tipo de teste com humanos levaria muito mais tempo porque nosso organismo vive por muito tempo. Em vez de ter estudos completos em 10 anos, precisaríamos de pelo menos uns 60 anos para validar cada substância.

Uma maneira alternativas é usar tecidos cultivados in vitro. O problema de usar esse tipo de coisa são os religiosos e outros que pregam que a vida humana é sagrada e não podemos exercer testes com fetos, células tronco e outros materiais orgânicos. Se já vimos esse tipo de bagunça só por causa dos beagles, imaginem o tipo de zorra que não fariam caso soubessem que algum instituto realiza testes com seres humanos.

E para encerrar o assunto da ciência, vou falar sobre o método científico.

O método científico é uma maneira de estudar criada há muito tempo que visa observar um fenômeno, elaborar uma teoria que o explique, aplicar testes que comprovem ou refutem a teoria e então repetir o processo até que não haja dúvidas do resultado.

Eles precisam usar essa lógica para validar componentes químicos em tudo, desde seus remédios, cosméticos, a até a tintura de roupas, comida e quaisquer coisas que usamos no dia a dia. Não há experimentação sádica, a menos que o dito “cientista” seja apenas um sádico sem vergonha.

Inclusive as empresas que dizem que não testam seus produtos em animais pagam para outros laboratórios em outros países para que façam os testes. E ainda que não testem o produto final, todos os componentes do produto final já foram sim testados em animais no passado ou em outros lugares do globo.

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