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Beleza e futilidade

Cada vez mais vejo gente loira, de olhos claros, de cabelos infinitamente alisados e roupas cada vez mais parecidas. E tudo isso é artificial, então me pergunto por quê?
Não que queira todo mundo feio e bagunçado, mas acho possível diversidade e beleza coexistirem.
Nesse momento tem dez mulheres no meu campo de visão (estou escrevendo no trem) e delas, sete estão usando chapinha e três estão loiras. Somente duas tem o cabelo naturalmente mais liso e uma o tem encaracolado.
O pessoal se esforça muito para ser mais um, e me pergunto o porquê disso (e não, meu cabelo de cotonete gigante não é motivo de indignação para mim). Tipo, todo mundo poderia ter um estilo mais próprio, características mais pessoais para ter algo diferente além do rosto, já que os cabelos vieram do mesmo modelo, seja de uma revista ou novela, é tudo a mesma coisa.
Temos pessoas se preocupando cada vez mais com isso, e é terrível não só porque é algo superficial, e sim porque mostra que o povo está concentrado nas coisas erradas.
Volta e meia vejo gente descolorindo os pelos dos braços, e acho isso bizarro. A maioria das pessoas que fazem isso não tem a pele muito clara e ficam parecidas com um mico Leão Dourado.
Outra coisa comum é ver gente usando lente para mudar a cor dos olhos, e é claro que também tem quem faça plásticas. Muita gente fazendo plástica quando tem dinheiro porque é isso que os famosos fazem. Mas não se esqueçam que se você hoje tem um nariz lindo mas antes disso tinha um nariz de batata, seus filhos herdarão a batata, não o nariz lindo e artificial.
Modificação do corpo, tatuagens e coisas parecidas são personalização. Embora não sejam permanentes (geneticamente), raramente são algo feito para imitar alguém, é um toque de personalidade, por isso não vejo problema algum nelas.
Também temos a questão do peso. Vejo gente fazendo um drama absurdo por estar três quilos acima do peso desejado. Gente, três quilos não são quase nada e certamente não serão a causa de seu enfarto. Dez quilos ou mais começam a afetar suas formas e saúde de modo preocupante.
Me impressiona é a falta de bom senso para as pessoas saberem que estão desesperadas por algo completamente fútil.

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Publicado por em janeiro 29, 2013 em comportamento, pensamentos, sociedade

 

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Os prazeres da leitura

Veja esses três livros.

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Viu? Ótimo, pois agora leia essa espécie de resumo sobre o que há neles.

Posso não ter lido tantos livros durante minha vida, nem ser um crítico literário, mas afirmo sem dúvida alguma que esses foram os melhores livros de fantasia que já li na vida. Foram as quatro semanas mais divertidas e impressionantes de todas ^^

Esse cara teve o dom de começar uma história divertida sobre a boba história de João e Maria que foram aprisionados por uma bruxa que os iludiu sobre uma casa de doces quando crianças e sobreviveram.

Misturou a história com uma outra sobre uma menina que ia pela floresta visitar a avó que morava escondida dentro de uma floresta apenas para vê-la destroçada por um lobo e ser salva por um caçador.

Teve o dom de adicionar uma quantidade absurda de histórias de nossas infâncias e mesclá-las como se fosse um único universo, regido por suas próprias leis, um universo mágico que depende mais do leitor do que qualquer coisa para existir.

E o fez por três gloriosos e divertidos livros que me mantiveram escravo de sua leitura, capaz de ler por horas e horas sem parar, numa narrativa divertida e que prende a atenção do leitor e o mantém ansiando por mais e mais.

Ele começou com essas histórias simples que todos conhecem, para criar algo completamente único e maduro no terceiro livro. Ele certamente leu e se inspirou muito nas paredes de escudos de Cornwell para narrar a incrível guerra que foi travada no fim do terceiro livro.
Raphael Draccon. Esse cara nasceu para escrever essa história, e espero que para escrever muitas outras histórias também, pois o mundo será muito melhor se isso acontecer.

 
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Publicado por em novembro 2, 2012 em literatura

 

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Serviço de inutilidade pública

Hoje em dia todo mundo tem um perfil de Facebook.

Eu também tenho, e se você está lendo isso, tem uma boa chance de ter vindo pelo Facebook.

Mas o que eu gostaria de chamar a atenção é para esse vídeo aqui onde num futuro distante somos seres fofinhos que vivemos atrás de uma tela e não fazemos nada além de seguir as ordens do sistema de som/vídeo e observar futilmente uma linha do tempo.

Pode soar familiar, não é? Pois é quase a realidade onde vivemos atrás de computadores conversando por chat com pessoas que estão ao nosso lado na mesma sala, seguindo aquilo que a moda manda, seja isso roupa/estilo/comportamento.

Hoje em dia temos um novo tipo de cidadão. Que não é um cidadão comum. É uma figura universal que está em todos os cantos do globo, não só no Brasil ou nos EUA, ele está em qualquer lugar onde há acesso à internet.

Quem é essa figura? Esse é o cidadão Facebookeano, que posta/curte/comenta/compartilha em ritmo frenético muitas vezes agindo por puro reflexo, por não pensar, ou por achar que está fazendo algo útil (e raras vezes pode sim fazer algo útil).

Quem não tem um amigo ou familiar que está constantemente compartilhando

  • Fotos/textos com frases fodonas
  • Gatinhos/Filhotes
  • Bacon
  • Memes
  • Gente precisando de ajuda
  • Desaparecidos
  • Boatos da era pré-orkut
  • Brincadeiras do tempo do orkut (sem ofensas)
  • Imagens de animais mal-tratados
  • Imagens de criminosos procurados

Acho difícil ter um perfil no facebook com amigos que não façam nada do que citei acima. Eu tenho meus rompantes de sair curtindo e compartilhando uma série de fotos que aparecem na minha timeline, como quase todo mundo que sigo por lá.

O problema é o quão útil são essas informações. O cidadão facebookeano é uma criatura universal e inocente. Não faz diferença se ela veio da Europa, Asia, África, Oceania ou das Américas. Se acredita ou não em divindades, ela sempre acredita estar fazendo um bem ao mundo compartilhando algo que disseram que ela deve compartilhar.

A quantidade de lixo tem aumentado, o que mostra que a capacidade de raciocínio está caindo. A mídia em massa tem poderes fascinantes sobre uma população, se usada inadequadamente pode gerar cultura em massa, ou em casos menos nobres, entretenimento em massa. Um povo muito entretido acaba sendo um povo distraído.

E para um povo distraído, não há nada além de uma telinha divertida à sua frente, enquanto há um mundo lindo (ou sombrio) que pode ser explorado (ou mudado) à sua volta.

 
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Publicado por em setembro 25, 2012 em Uncategorized

 

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Internet e depressão

Esse post foi originalmente publicado em 30 dezembro de 2010, por isso as referências ao “passado”.

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Momento de reflexão. A depressão deve ter sido a doença da década, como a AIDS foi da década de noventa. Ela de fininho, ou talvez não tão de fininho se espalhou como uma epidemia, quase todo mundo conhece alguém que tem ou teve depressão. Ainda que você não perceba, uma pessoa ao seu lado pode sim ter depressão e você nunca reparou.

Digo isso porque estou pensando, eu conheço pelo menos 10 pessoas que tem ou tiveram isso e não é algo fácil de se lidar. Tenho algumas teorias do porque ela se alastra tão rapidamente, mas nada que possa ser provado, já que não sou um especialista.  

A Internet parece ter um poder de estimular esse comportamento depressivo, propagando a palavra da infelicidade constantemente. Ou talvez seja só a Internet unindo essas pessoas que tem essa característica em comum. Afinal, não sigo no twitter ninguém com quem não me identifico. Então depressivos que tenham comportamentos similares, acabam por parar nos mesmos tipos de sites, e acabam por se conhecer.

Depressivos se atraem e se socializam. Creio que alguns para afogar suas tristezas, outros para tentar se animar e outros só para botar pra fora para se sentirem melhores por algum tempo, mas continuando sempre na mesma. Quando essas pessoas se socializam, muitas vezes melhoram e até se animam por uma temporada, porém invariavelmente tem suas recaídas.

Bom, sei lá, eu estive pensando nisso esses dias pois algumas pessoas com depressão são bem próximas a mim, então como um aprendiz de pensador que nada sabe, resolvi pensar no assunto para tentar aprender algo.

Um cara postou no twitter comentando sobre o conceito de hivemind. Uma enorme mente coletiva que pensa igual, age igual, e acho que a internet tem feito isso com as pessoas. Uma união que se inicia por meros pensamentos similares, que se fundem, se adaptam e se propagam.

Ser deprimido/bipolar está meio que na moda, então querendo ou não isso se alastra, fica conhecido e cada vez mais as pessoas parecem achar que estão deprimidas. Pessoas que já não eram muito felizes se sentem piores, entrando em depressão por N motivos.

Algumas pessoas que conheço e estão num estágio mais brando de depressão (que seria aquela em que é só um estado de espírito e que não exige remédios para o tratamento) não tem acesso à Internet.

Vejo essas pessoas se curando com muito mais facilidade, são pessoas que estão com problemas sérios na vida, mas que ainda tem algum poder para mudar a origem dos seus problemas para retornar às suas rotinas como pessoas comuns.

Um certo amigo costumava dizer que a Internet era a sua Cachaça, e que ele bebia para se alegrar e esquecer os problemas do dia a dia. E acho que no fundo todo mundo usa a Internet para isso, encher seu cérebro de informação e alegria, ou qualquer coisa estimulante. Mas aos poucos elas estão se “corrompendo” e viciando não apenas em informação e diversão, estão encontrando problemas e explicações ou comparações que tornam suas vidas menos felizes.

Essa conexão com a internet pode te levar a pessoas maravilhosas que alegrarão, te ensinarão muita coisa nova que te tornará uma pessoa melhor. Mas lembrem-se que também podem te guiar ao público que acha que problemas são legais, ser diferente de um jeito ruim e depressivo é legal.

Graças a deus não tenho depressão clínica, mas pareço ser um ímã de depressivos, pois nesse ano conheci algumas pessoas com esses probleminhas, eu as ajudo de bom grado quando posso. Acho que é parte de minha natureza ajudar pessoas independentemente do problema.

Bom, sei lá, só estava divagando sobre um assunto e acabou ficando grande ^^

Um bom ano novo para vocês, livrem-se da depressão, desconectem-se da colmeia e sejam felizes vivendo na vida real.

 
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Publicado por em setembro 13, 2012 em Uncategorized

 

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Um começo

Olá,

Pela primeira vez em tempos resolvi parar para escrever algo. Já faz muito tempo desde minha ultima reflexão pública.

Reflito muito, penso mais ainda, porém a falta de atitude para botar isso para fora é quase uma marca registrada.

Resolvi fazer um blog para tentar me comprometer em escrever mais, com sorte melhorar minhas habilidades de escrita e quem sabe ficar um pouco mais sábio, já que para criar textos melhores, é necessário pensar e refletir, estudar e meditar o assunto.

E para começar com meu blog, reciclarei os textos das minhas notas do Facebook, já que comecei a botar meus pensamentos para fora usando o bom e velho App Notes, que mais ninguém usa por ficar escondido.

Sem mais ^^

 
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Publicado por em setembro 12, 2012 em pensamentos, Uncategorized

 

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