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Serviço de inutilidade pública

25 set

Hoje em dia todo mundo tem um perfil de Facebook.

Eu também tenho, e se você está lendo isso, tem uma boa chance de ter vindo pelo Facebook.

Mas o que eu gostaria de chamar a atenção é para esse vídeo aqui onde num futuro distante somos seres fofinhos que vivemos atrás de uma tela e não fazemos nada além de seguir as ordens do sistema de som/vídeo e observar futilmente uma linha do tempo.

Pode soar familiar, não é? Pois é quase a realidade onde vivemos atrás de computadores conversando por chat com pessoas que estão ao nosso lado na mesma sala, seguindo aquilo que a moda manda, seja isso roupa/estilo/comportamento.

Hoje em dia temos um novo tipo de cidadão. Que não é um cidadão comum. É uma figura universal que está em todos os cantos do globo, não só no Brasil ou nos EUA, ele está em qualquer lugar onde há acesso à internet.

Quem é essa figura? Esse é o cidadão Facebookeano, que posta/curte/comenta/compartilha em ritmo frenético muitas vezes agindo por puro reflexo, por não pensar, ou por achar que está fazendo algo útil (e raras vezes pode sim fazer algo útil).

Quem não tem um amigo ou familiar que está constantemente compartilhando

  • Fotos/textos com frases fodonas
  • Gatinhos/Filhotes
  • Bacon
  • Memes
  • Gente precisando de ajuda
  • Desaparecidos
  • Boatos da era pré-orkut
  • Brincadeiras do tempo do orkut (sem ofensas)
  • Imagens de animais mal-tratados
  • Imagens de criminosos procurados

Acho difícil ter um perfil no facebook com amigos que não façam nada do que citei acima. Eu tenho meus rompantes de sair curtindo e compartilhando uma série de fotos que aparecem na minha timeline, como quase todo mundo que sigo por lá.

O problema é o quão útil são essas informações. O cidadão facebookeano é uma criatura universal e inocente. Não faz diferença se ela veio da Europa, Asia, África, Oceania ou das Américas. Se acredita ou não em divindades, ela sempre acredita estar fazendo um bem ao mundo compartilhando algo que disseram que ela deve compartilhar.

A quantidade de lixo tem aumentado, o que mostra que a capacidade de raciocínio está caindo. A mídia em massa tem poderes fascinantes sobre uma população, se usada inadequadamente pode gerar cultura em massa, ou em casos menos nobres, entretenimento em massa. Um povo muito entretido acaba sendo um povo distraído.

E para um povo distraído, não há nada além de uma telinha divertida à sua frente, enquanto há um mundo lindo (ou sombrio) que pode ser explorado (ou mudado) à sua volta.

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5 Comentários

Publicado por em setembro 25, 2012 em Uncategorized

 

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5 Respostas para “Serviço de inutilidade pública

  1. Hernandes Silva

    setembro 25, 2012 at 1:50 pm

     
    • edisonrguerra

      setembro 25, 2012 at 2:17 pm

      Interessante. Hoje somos refens da cultura inutil, prisioneiros da falsa liberdade.

       
  2. Marcos Trazzini

    setembro 25, 2012 at 9:30 pm

    Boa Edison! Continue escrevendo. Eu que te conheço sei que tens boas idéias, que devem ser compartilhadas com todos.

     
  3. MyNameIsNotEarl

    setembro 25, 2012 at 10:54 pm

    Cidadão facebookeano que nada. Isso vem do tempo das BBS… o ambiente era igual… tempo sobrando, computador sempre à mão, cabeça pensando em inutilidades. O comodismo é o que nos escraviza. E enquanto boa parte se acomoda, a outra pequena parte arregaça as mangas, principalmente para si (porque arregaçar para a parte que se acomoda, afinal?). E o mundo segue na desigualdade cada vez mais agravante. Terremoto? não tem. Corrupção? Tem, e é normal. Pobreza? De monte, mas a maioria da população tem acesso a internet, então está tudo bem, fica facil fingir que a pobreza não ecxiste. Ocupemo-nos, internautas!

     
  4. andrelop

    novembro 3, 2012 at 8:21 pm

    Existe a possibilidade da tecnologia e do acesso instantâneo a informação melhorar a cultura e consequentemente a vida das pessoas. Mas a tecnologia e o acesso por si só são apenas ferramentas, uma meio para se chegar a um fim.

    De nada adianta ter as ferramentas a disposição se não se sabe usá-las, se simplesmente se opta por subutilizá-las ou se continua a ignorar as possibilidades adicionais quase infinitas que essas ferramentas trazem consigo.

    A forma como as pessoas utilizam Internet hoje em dia é simplesmente utilizá-la como somente mais um meio de manter contatos com amigos e participar de brincadeiras fúteis.

     

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